sábado, 4 de julho de 2009

A bússola aponta sempre para o norte

Pensou nos filhos sem futuro, pensou no choro da esposa, lembrou até dos latidos importunos do cachorro durante a noite e continuou a andar. Não andava por liberdade, não mesmo, andava tentando achar um rumo, uma direção. Perdia-se toda vez que olhava para o céu, tinha inveja das nuvens, do azul, do nada. Pisava em passos firmes, afinal não ter um rumo não era desculpa para não ser intenso. No sapato carregava dedos ativos e animados que se mexiam entre os contatos do sapato com o solo. Estava em êxtase constante, o que era difícil explicar para um sujeito mal letrado e com uma vida tão sem..., sem..., enfim, sem. Cogitou diversas vezes durante seu percurso a não existência de um rumo a seguir, sendo esse o único caminho verdadeiro. Desistiu de cogitar, cansava demais. Já lhe mostraram alguns caminhos alternativos, a maioria com salvação espiritual no final, ele simples não se importava com o final, mas o que viveria até chegar lá, agradecia e continuava a andar. Divertiu-se quando lhe fizeram uma proposta para a venda de sua alma; "Chefia, não posso vender uma coisa que não sei se tenho no estoque." - Respondeu maroto. E sem muitas explicações e algumas dores que fez questão de enfrentar, ele morreu.

6 Opiniões:

Pensamento aqui é Documento disse...

Ô loco!

Digno de estar em bons livros de literatura.

Muito bom, como sempre!

Beiijos

Diversidade.com disse...

Juro ainda comprar uma obra tua...

sempre que venho aqui me surpreendo com tuas escritas...

vem sendo um autor que acompanho...

Um abraço
Seus textos marcam!

Paulo Braccini disse...

efetivamente vc é um artista das letras ... parabéns ... sensibilidade e critividade pura ... plagiando DIVERSIDADE.COM: SEUS TEXTOS MARCAM ...

BJUX

;-)

Luciano Freitas disse...

o pessoal aí em cima "bolou" com seus textos também, pelo visto! são, sim, dígnos de TUDO!

Lu Paes disse...

Lucas, você é demais!
(oi, a propósito. ^^)

Nossa, eu quero ter a vida desse homem.
Por favor, por favor, por favor, deixe que leiam esse texto no meu funeral! (eu espero que demore, mas eu guardo o texto com cuidado...)

Amo o jeito que você escreve, o jeito que você narra, o seu jeito.
Eu sinto o texto, entende?

E eu concordo com voc~e sobre o amor...

Beijos no rim!
(eu tenho essa mania, mando beijos em órgãos...Só usava ela para e-mails, mas como oc~e tem me mandado beijos na testa, achei que seria divertido!)
:D

CooKie disse...

apesar do "belo final", há uma bela lição a ser aprendida

uma perguntinha básica:
Você que escreve essas coisas o tira de algum lugar??