sábado, 26 de junho de 2010

Afiado

- Pedi-lhe o fogo, recebi carícia. Como fizeste da sala pequena o teu pandemônio? Explicaram-me com calma a tua subversão, mas não entendi a tua covardia.

- Podemos arrastar o sofá para aquele canto? Acho que a sala pode ser mais prática se tivéssemos esse espaço livre, você não acha?

- Tu não vês que essas metas só te afundam? O córrego das tuas mentiras escorre entre meus dedos, e você ainda tem coragem de me olhar nos olhos?

- Eu não vejo porque não trocar este sofá de lugar, olhe bem. Tente visualizar as ligações cromáticas que se dariam entre o sofá e a parede nova.

- Faz assim seu escárnio, mete este teu sofá onde quiseres bem. Não me importo com tuas cores, nem tão pouco com suas vontades. Só não quero ter que arrastar esta porra se quiser abrir a janela.


2 Opiniões:

Paulo Braccini disse...

ptz pra lá de afiado ... por momentos, todos nós passamos reações assim ... mas para aqueles q têm que vivenciar estas nossas fases ... aff ... coitados ...

bjux

;-)

Pensamento aqui é Documento disse...

Basta saber se o coração é ou está afiado. Se quem faz as pontas é ausência de amor...