quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Fumaça

A tarde caia quente soprando um vento morno e deixando os corpos agitados. Um bonde barulhento acendia as luzes enquanto passava frente a um bar meio vazio. As crianças libertas da última aula que tiveram conversavam alto enquanto faziam uma garrafa de bola e chutavam-na entre si. Um homem de sandálias passava no portão enferrujado da casa antiga enquanto respirava fundo. Um cheiro forte de fumaça tomava conta de todo o bairro. Por um segundo tudo parou, o vento, o bonde, as crianças, o homem e a fumaça. Ela se olhou séria diante do espelho e virou eternidade.

4 Opiniões:

Paulo Braccini disse...

TUDO PARA FRENTE À FUMAÇA DA FINITUDE ... enfim ...

;-)

Luciano Freitas disse...

Some mais não, cara! Faz falta isso aqui! :)

Lu Paes disse...

Oi, Lu!
Nossa...já viu alguém mais poeta em prosa do que você?
Seus textos me dão uma certa urgência..urgência em ler, em escrever, em ver e viver mais coisas...para, quem sabe um dia, alcançar essa eternidade de palavras;
Eu deliro com teus textos...

Ah, meu blog está com 3 opções de textos meus, escolhe um lá que eu te mando (se você ainda quiser, é claro!) E tem uma proposta de texto para você.
Achei que você se daria bem escrevendo aquele texto..^^

Beijooos da louca Lu!

Ademerson Novais disse...

Há muito que não passo aqui...e venho me dedicar a alguns minutos a teus textos bem delineados...ora falando do cotidiano..ora falando dos sentimentos...

Parabens

Ademerson Novais de Andrade