terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Enquanto não chove.

A simplicidade da cena torna-a bela, não mais que suas personagens, mas bela. O quarto é bastante tradicional, assim como fora Lúcia em sua juventude. Lúcia não é mais tradicional, não é mais jovem. Lúcia vive só, um "só" relativo, um "só" de pessoas. Tem a companhia constante e bastante significativa de uma pequena pomba. Não é branca, não é bela, não é. Assim como Lúcia a pomba faz questão de não ser.

Lúcia e sua pomba têm encontros diários, geralmente à tarde, quando o sol alaranjado entra no quarto apertado onde Lúcia dorme e vive. Lúcia conta a pomba coisas de sua vida e suas melhores estórias. A pomba dá a Lúcia o que ela espera das tardes ensolaradas entre os goles do chá, alguns olhares e um pouco e atenção.

3 Opiniões:

BóRiO...Jim e Tônica! disse...

Gostei..vai desenvolver +??^^

Tainá da Rua Morgue disse...

Nossa Lucas, fiquei imaginando ela bebendo chá a tarde! Coitada... nesse calor dos infernos!
Não é como você falou. Eu esperava algo mais ou menos, mas não. Eu gostei.

Livia Queiroz disse...

Uau!
Mto bom...conseguiu retratar bem a não-solidão de Lucia!
Imeginei a cena: Lucia contando relatos de sua vida à pomba!!

Parabéns cara...escreves mto