Sento bobo e desajeitado sobre o divã. Doutor Carvalho se vira rápido com um impulso no chão que faz a cadeira giratória parar exatamente de frente para mim. Sorrio. Ele sorri. "Bom dia, como estamos?" - Pergunta. Respondo mudando rapidamente de expressão que só posso dizer por mim e que a resposta não é das melhores. Ele faz aquela cara que deixa transparecer que tem todo o conhecimento do mundo em suas mãos e que pode rotular com certeza todas as minhas disfunções sociais. Encosto a cabeça na parte alta do divã e dou sinal de que nossa próxima hora de frases sobre mim vai começar. "Aconteceu uma coisa muito estranha comigo esses dias”.- Digo esperando que se inicie algo parecido com um diálogo que me deixa mais confortável para continuar. "Não me importo!" - Disse o Doutor num misto de agitação e alegria. "Como não?" - Volto a sentar dizendo. "Meu filho, pare com isso”.- Disse e olhou-me fundo insinuando que não queria réplica. Faço-me de ofendido e me ponho de pé frente ao Doutor Carvalho, olho-o no olho esperando demonstrar toda a raiva que tento sentir e cuspo no chão. Saio de lá curado.
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Espero voltar, mas não como antes, a ser presente por aqui. Não entenda presente como constante. Espero que tenham gostado das mudanças. Vejo-os.





