quinta-feira, 14 de agosto de 2008

A menina;

Vivia pensando em seus livros, tanto, que nem pensava em seus amigos ou família.

Suas roupas eram um tanto excêntricas. A calça verde limão era conhecida por todo o bairro.

Certo dia, em que a chuva dava cor à paisagem, a menina da calça verde resolveu sair de casa. Mas não era um passeio comum como ela sempre fazia, desta vez ela tinha um destino, um destino que fora planejado toda a noite.

O relógio marcava dez para as três quando a menina entrou na casa aparentemente abandonada que tinha uma porta de madeira muito velha. Deu o primeiro passo, e olhou a sua volta. Viu sofás de veludo vermelho, móveis de madeira colonial escura e um tapete com estampa persa. Depois de passar pela sala, chegou ao quarto vermelho que guardava em seu interior uma coisa que fez a menina sorrir. Olhou para o menino com cara de triste sentado no chão, e disse "Oi".


À Tainá.

Por Lucas Moratelli.

domingo, 10 de agosto de 2008

Vão-se;

O amor de sua vida se foi e ele nada pode fazer.
Com uma caneca na mão e um casaco verde sentou no seu sofá na quinta-feira chuvosa, ajeitou os óculos e olhou pela janela. Os pingos de chuva o emocionavam, mas as lágrimas não saiam.
Não entendia e nem fazia questão, agora, de entender.
Levantou, foi para o quarto, trocou o chinelo por um tênis surrado, pegou sua bolsa de imitação de couro, sua carteira e seu isqueiro e saiu.
E como tudo em sua vida ele apenas, recomeçou.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

O Trem.

E continua tentando pintar...


Péssimo!? - Eu sei!


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"Feliz aniversário", à mim, Policarpo desejou.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

O Escritor

De frente ao espelho velho e sujo, olhava fixamente a própria imagem.
Era estranho, vestia roupas velhas, usava um óculos antigo e seus cabelos estavam sempre bagunçados. Falava muito sozinho, principalmente quando resolvia escrever seus textos. E carregava uma melancolia que nem ele mesmo sabia o motivo. Mas agora estava parado com toda sua grandeza em frente ao espelho.
Fumava escondido com medo do mundo, o mesmo mundo que tinha medo dele.
Imóvel se olhava. Queria descobrir os motivos, mas nada era claro diante de si mesmo.
O escritor não sabe como sair de sua história. O escrito não quer mais escrever sua própria história!





Um pseudo-auto-conto?
- Não sei!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Dinorah

Dinorah aguardava sentada no banco da sala branca. Já estava impaciente, quando, a mulher de meias vermelhas sentada atrás da mesinha que chamavam de recepção, disse-lhe que sua vez havia chegado.
A menina quase mulher pegou sua bolsa de pano colorido e levantou. Foi andando em direção a porta de madeira que há uns cinco anos não era pintada e entrou.
Dinorah de lá saiu mulher. Não carrega mais uma vida e a ela não deve mais respeito.
A menina agora mulher, não tem mais família, só tem o mundo e nesse não sabes como entrar.


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A verdade por trás dos versos;

O louco que vos fala ganhou ontem uma gaita diatônica e a ela deu o belo nome de Dinorah;
E por um progresso quase que divino já consigo tocar "Parabéns pra você".
Logo logo passo para as músicas do Dylan. ;)

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Por Lucas Moratelli