segunda-feira, 20 de julho de 2009

Lixo imaginário

Podre e tão só morre a desgraça
Engraçada talvez se vista de longe
Insípida se não vista
Há vistas que preferem não ver

A culpa tem dono
O dono não tem culpa
Mora longe
Bebe uísque
Mora, bebe, morre
Tem herdeiros

Com quem fica o espaço na calçada
Não importa
Um ambulante, uma ambulância, um panfletinho
Que oferece "Dinheiro já" e diz lá no canto esquerdo
"Não jogue lixo na rua, ela é a casa de um pobre coitado"
Fim, riso, já disse que não importa?

9 Opiniões:

Diversidade.com disse...

E mais uma vez venho aqui e me surpreendo...
E mais uma vez vejo o quanto tuas escritas me deixam perplexas...
Vejo o quanto que há de "poesia"? talvez?
As vezes textos leves... que me fazem refletir por horas,,, outras textos intensos... um tanto quanto sensiveis,,,
Aos meus olhos tuas escritas revelam...mostram...(todos eles com sua caracteristica de sensibilidade,,,)
Resume-se um poeta e tanto!!!

Grande beijo!

Diversidade.com disse...

"Não jogue lixo na rua, ela é a casa de um pobre coitado"

Fiquei muda aqui!

Pedro Antônio disse...

E como eu gosto de receber a sua visita, Lucas! De verdade!

Um feliz dia do amigo!

Obrigado por sua amizade!

Um abração!

Pedro Antônio

Pensamento aqui é Documento disse...

E pq. eles tem casa de concreto?

E pq. eles tem o coração pisado?

E pq. a gente vira os olhos?

E pq. roubaram o pão da padaria?

Adorei!

Paulo Braccini disse...

sua dualidade é de impressionar ... leveza e densidade ... sensibilidade e criticidade ... parabéns amigo ... seu trabalho me impressiona muito ...

bjux

;-)

Tainá Caro disse...

Adorei!!! Demais!!

Airton disse...

opaa
fazia tempo q num vinha aki
bem legal o poema

http://publicandobr.blogspot.com/2009/07/as-grandes-amizades-do-cinema.html

as grandes amizades do cinema

confira

Luciano Freitas disse...

caramba!
manda bem nos versos também, hein!?

não sou muito fã de poesia, confesso, mas essa sua ficou muito bacana!

:)

Daiane ACosta disse...

Gosto do que vc escreve;