domingo, 6 de junho de 2010

Apaixonado

Não acabou no fim, foram necessárias mais duas horas de choro e auto-explicação. O amor nos promete, mas nunca dá. Egoísta confuso sofrendo os males da própria tragédia. Como eu posso te explicar de forma fácil? Bem, não foi. Queria muito que fosse, mas não foi. E agora entre as outras beiradas das quais não caio há mais uma. Tão sórdido Shakespeare que não pode aumentar a dose. Arraigada a tristeza na nota grave do piano, a música não muda de tom. Espera-se sempre a revelação maravilhosa. Não sabem tolos que do lado de dentro cheira mal.

6 Opiniões:

endim mawess disse...

o amor promete e cumpre agente que faz ele desandar.

Francesca de L. Martins disse...

Amar dói.
Belo texto!
Parabéns!

Luciano Freitas disse...

Opa! Saudades tb desses seus escritos tão curtos quanto eficazes! Esse aí consegue ser curto e muito intenso tb! Foda! To te seguindo no Twitter tb!

Ah, a série "Contos de Luana" sairá em livro, até o final do ano! Aguarde!

Pedro Antônio disse...

Luquinhas, meu chapa!

Acho que o amor e a paixão causam grande confusão... na gente.

Textos curtos e tão profundos. Gosto muito!

Um abração!

Até.

Pedro Antônio

Flávia Campos disse...

Pobre Shakespeare, muitas vezes é melhor aumentar a dose e sentir um pocuo mais as consequências.
Pra mim, a nota não precisa, sempre e necessariamente, ser sempre grave. Por que não suave? Por que não mudar um pouco o tom?
Embora ache que por dentro cheira mal, pouco sabe o quão lindo é estar dentro.
Amores não são iguais, mas são pra sempre amáveis.

flores ;*

Paulo Braccini disse...

ah! estas insanidades que o amor e as paixões nos provocam ... enfim ...

bjux

;-)